Um
dia...
Um dia a gente acorda e percebe que tudo mudou. As pessoas
já não conversam mais e em meio aos contra tempos do dia a dia não há tempo
para abraços ou palavras de carinho. É aí que sentimos falta de pessoas que
nunca abdicariam desses gestos, mas, infelizmente já se foram.
Histórias mal contadas, problemas que só aumentam e nunca se
resolvem, peripécias que se repetem em meio aos anos e niguém tenta botar tudo
a limpo e resolver as coisas. Palavras jogadas como pedras atingem a todos que
os cercam. A tentativa de amenizar as coisas, envolvendo pessoas que julgávamos
poder resolver algo, só pioram as coisas e deixam evidente o total desinteresse
dessas para conosco.
A casa que meses atrás parecia pequena, hoje é tamanha de
forma que quase não nos esbarramos dentro dela... Parecemos estranhos
convivendo. O mínimo de contato por vezes é melhor ser evitado para que não
haja desavenças, essas por muitas vezes sérias. Essa nuvem escura de mágoas só
aumenta e prejudica até a mais inocente em tudo isso... É preciso se controlar
para não jogar tudo pro alto e sair correndo deixando tudo pra trás.
Um dia a gente se pega fazendo planos para um sonho que está
prestes a realizar-se... A contagem regressiva já se iniciou... Logo esse
acordar não será mais nessa casa. Penso que o dia mais feliz de uma vida
inteira virá acompanhado de uma sombra de saudade – dessas pessoas que sonhavam
em estar presenciando minha felicidade - e de medo que enquanto eu reconstrua
minha paz, as pessoas que tanto amo
destruam o pouco que ainda há chance que conquistem.
