Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto. (Edgar Allan Poe)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SOBRE O AMOR, ROSAS E ESPINHOS...

Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.

O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto."

O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.

O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"

Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha...

A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...

Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.

Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos...

(Pe Fábio de Melo)

VOCÊ ME MOSTROU TUDO ISSO MEU PEKENO!!!

sábado, 26 de novembro de 2011

Simplesmente Ray!

        “Clara, Carinha, Clarice...”, foi assim que um dia Clarice Lispector foi chamada por um de seus colegas da literatura brasileira: Uma mulher de multifaces! Cada uma com sua particularidade, mas todas em sua essência simplesmente: Clarice!!!
        Longe de mim querer comparar-me a tão ilustre figura de nossa literatura, mas a mim é inevitável  fazer menção a essa nomenclatura dedicada a mesma, estando nessa fase de minha vida. Já me senti sendo várias, dependendo do momento, e hoje, diante de tanta coisa passada percebo que tive que crescer instantaneamente, como Alice, perceber de qual lado do bolo da vida precisava tirar a fatia que realizasse tal façanha.
        Dois mil e onze trouxe consigo muita confusão, muitos problemas, turbulências que pareciam não ter fim. Muitas lágrimas foram derramadas, por muitas vezes me vi sem chão... Cheguei a pensar que aquela tempestade toda não teria mais fim... Muitas vezes tudo que eu queria era voltar a ser criança quando eu chorava, logo alguém aparecia pra me por no colo e me tranquilizar.
        Infelizmente a realidade batia a minha porta e me fazia perceber que a menina em mim estava só na minha memória ou no meu íntimo. Eu havia crescido! E o mundo á minha porta me esperava agora para tentar apanhar minha vida com as mãos. Eu quem precisava me cuidar. Não havia mais tempo pra choro de criança ou surtos de uma adolescente.

        Entre tropeços e acertos, lentamente, bem lentamente, hoje percebo que tudo está se organizando. Ainda não está sendo fácil. Ainda não sou a mulher que preciso ser, mas no momento está sendo suficiente pra perceber que em meio a tanta confusão eu também fui feliz! Estou quase concluindo um sonho, consegui certa independência afetiva e não me sinto mais sozinha!!!  
Sinto-me amada!!!
Agora vejo que esse ano nebuloso trouxe junto com seus relâmpagos e trovões muito aprendizado. E por isso quero que agora que ele está no final, junto com ele finalizar também mais essa etapa de minha existência. Esquecer não é possível, mas posso deixar tudo no passado junto com esse ano. Por uma pedra em cima de tudo que já passou e refazer as coisas por inteiro. Literalmente, construir uma nova vida!!!
Com os mesmos amigos (OS DE VERDADE), o mesmo trabalho (apesar de tudo é nele que me realizo), a mesma família (cheia de defeitos mas que amo incondicionalmente), o mesmo amor (sem ele nada disso seria possível, agora entendi  “a mão e a luva”), mas numa nova existência, numa nova filosofia de vida... Iniciada com um novo Blog!
Quero começar tudo do zero! Sem mágoas, sem tempestades... Apenas construindo a felicidade dia-a-dia... Com ou sem problemas... Agente se entende e percebe que seja habitando em mim a Clara, Clarinha ou Clarice sempre vou ser Rayane Valença dos Santos. Ou Simplesmente Ray!